quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Me perdoe por te amar assim!

Me sinto incapaz de sair desse casulo o qual eu construí para te proteger de mim, sim, te proteger, meu espinhos pontiagudos te ferem, essa carranca em minha face te assusta, minhas ásperas mãos te arranham ao te acalentar, te protejo de mim ficando distante, te protejo da minha ganância, do meu orgulho, te protejo do meu hálito e de minhas palavras acidas, distante não te machuco, distante te vejo sorrir, te vejo inteiro, sem arranhões, sem furos, sem sangue, me decomponho nesse boneco de ferro espinhento onde me prendo, as rosas que nascem junto a mim, cá dentro, perfuram minha pele e me rasgam cada dia mais.
Não te quero ver chorando, não te quero triste, longe de mim machucar seu coração, longe de mim horrorizar sua alma e frustrar seus sonhos, te quero bem, te quero vivo, te quero com uma vida doce, um céu azul onde passarinhos voem e cantem, te quero pulsante, vivamente pulsante, por isso eu me afasto, me mantenho trancafiado nessa cela, como uma fera, me prendo, me contenho, me atenho apenas aos meus dias de clausura, não podendo ferir corações de quem eu amo.
Me amargura muito te ver assim, tão distante e tão perto do meu peito, sem poder te tocar, sem ter coragem de te abraçar, sem ter capacidade de te beijar. Sigo essa vida, ruminando meu destino de clausura  dentro desse boneco de ferro que me contem, assim sigo meu caminho, frio, gelado, pés cansados, bolhas, calos, calcanhar rachado, e uma enorme dor no peito que não cessa, não cessa por não te ter, por não poder te ter, não te tenho para não te machucar, perdão. 

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